Humor...
escrito em segunda 03 outubro 2011 12:49
A nova cara do humor, é a mesma cara de antes da ditadura. Em
tempos difíceis, pessoas como Jaguar, Henfil e companhia limitada
foram obrigados a mascarar sua pegada “Negra”, de um
humor muito parecido com Franceses, Americanos e Mexicanos. Quem
conhece e sabe alguma coisa sobre a história do humor brasileiro,
sabe disso. Num tempo de AI-5, o governo e a censura, eram uma
fabrica de piadas, principalmente se você conseguisse burlar esses
mesmo inquisidores. Com tudo isso surgiu os trapalhões, Roberto
Carlos etc. Porque era negócio e saudável para o regime da época
vangloriar esse tipo de humor. Não criticava ninguém e nada.
Palhaços de circo. Minha linha de piada vai mais além. Não abomino
e nem recrimino Rafinha Bastos. Se tem algo que a ditadura deixou
como marca, foi a falta de tolerância a quase tudo relacionado a
liberdade de expressão. E isso é fato. Veja a “ordem de
politicamente corretos” por ai. Piada é piada. Sempre tem um
alvo. Vamos analisar o orgulho nacional, os trapalhões: Temos o
Didi Mocó. Um vagabundo, que se dá bem em tudo e não gosta de
trabalhar. Suas melhores piadas, é passar a perna em quem trabalha
e tem moral. Trabalhadores sempre são seus alvos preferidos Bem, em
todos os aspectos, vadiagem e falta de cultura e inlectualidade,
demonstra inteligência e um modo correto de se viver. Não trabalhe.
Passe a perna nos outros. O que mais a ditadura pode querer? Quanto
mais burro seu rebanho, mais fácil mente-los sob cativeiro. Agora
vamos ao Rafinha. Eu o admiro muito. Um excelente comediante,
inteligente e muitas vezes, fala o que eu quero ouvir. Não me
chocou em nenhuma vez suas piadas. Talvez por eu não ser
politicamente correto e ter conhecido o humor Frances, mexicano,
britânico, americano e Brasileiro de antes da década de 50. Leiam o
cruzeiro, e procurem por um cara chamado Carlos Estevão. Alem
disso, olhe a pegada sarcástica dos cartoons de um personagem
chamado O Amigo da onça, onde malandro vagabundo é retratado como
um filha da puta. Pra quem não sabe, a ironia maior desse site é
te-lo como o rosto e símbolo do Blog. Quando decidi o nome “O
Pilantra”, foi mais uma ironia. Hoje em dia se você fala, ou
faz a piada que agrada e seus leitores fugindo de cambalhotas e
bordões, você é um pilantra. Falar de certas coisas no Brasil ainda
é difícil. Alem do mais, sua piada não foi de mau gosto. Foi uma
piada, do tipo que fazemos em butequinhos, tomando cerveja e
ouvindo Adoniran Barbosa. Não temos mais espaço para os idiotas
politicamente corretos. Saiam pela porta dos fundos, por favor.
Alem do mais, é hipocrisia. Não sejam hipócritas ao ponto de achar
que nunca existiu humor descente no Brasil. Um dia teve e estamos
retornando aos bons e velhos tempos. Ser pensador hoje em dia, é
sinônimo de Pilantragem. Foto retirada de:
http://variedadesfemininas.com/2011/10/02/hoje-e-dia-de-comemoracao-rafinha-bastos-fora-do-cqc/#comment-319